domingo, 20 de março de 2011

Having a Marie Claire night

A última publicação desse blog foi em 2009. Talvez por que a febre dos blogs pessoais tenha baixado (pessoais, não temático ou feitos pra ganhar dinheiro) ou por qualquer outra razão, a gente não vem aqui exaltar o Marie Claire lifestyle. Errado, errado! Todo mundo precisa ler e lembrar o que é ter uma noite meio maluca, onde o universo parece conspirar a seu favor, e em que a coisa mais importante é ter 20 e poucos anos (obrigada por essa, Fábio Jr), esquecendo um pouco da nossa síndrome de velhice precoce.

Essa junção de fatores é única e extraordinária.

A nossa última Marie Claire night aconteceu dia 19 de novembro de 2010. Eu explico: eu (Marie) estava chegando em SP pra ver o show do one and only Paul McCartney - há alguns anos, Amandine teria pensado 'ah, esse velho overrated, só porque é um beatle...'. Chegando lá, e enfrentando as peripécias do trânsito paulista, fomos nos encontrar no Conjunto Nacional, pra fazer o que nós fazemos de melhor: stalkear. Alvo: Lou. Sim, o Reed! Começamos a noite seguindo Lou pelo Conjunto Nacional e dando tchauzinho enquanto ele entrava no elevador. Claro, tínhamos de manter o padrão "WTF?" das nossas histórias.

Você sabe que chegou em São Paulo quando uma camada de fumaça paira sobre a cidade... Encantador! :)


Depois, apesar de um convite feito por um amigo soteropolitano de ir pruma festa onde ia rolar música mexicana frita (?) e body painting em cores nenon (??) optamos por algo mais "normal", uma festinha de lançamento da Reverbcity na Augusta. Olha, tenho de confessar: Augusta é o mais próximo que a gente vai chegar de Berlin Mitte aqui no Brasil, viu. Com a diferença de que é bem mais limpinha (é sim Amandine! Nem venha! Não vi aqueles porões obscuros e underground...). Mesmo estando um pouco distante da nossa amada capital alemã, São Paulo fez maravilhas pela minha mente. Pude usar meia calça rasgada, sapato oxford e saia floral ao mesmo tempo. O melhor de tudo é que eu estava com um look básico no recinto. Ah, São Paulo! Ah, as metrópoles...


Ficamos lá, de gueri (pra colocar um pouco de baianidade nesse texto), e descobrimos que tinha comida e bebida de graça. Simples assim. Eu ataquei as adoradas Stella Artois (sim!!!!), e quem me conhece sabe que Stella é a cerveja das cervejas. De graça então, ela adquire um sabor especial, que é a delícia da gratuidade. Meu dinheiro respirou agradecido. Comemos quitutes de todos os sabores, Amandine se jogou nos drinques degradês, e lá ficamos nessa gastação livre.


Pra completar o programinha de paulixxta, fomos comer pizza e eu aproveitei pra praticar um pouco de vandalismo no banheiro:


Pra fechar a noite, fomos parar nos anos 60, digo, na Astronete, e eu ainda meio sem entender o que uma go-go-girl tava fazendo ali. Mas quem se importa?


Infelizmente reality knocked - isso geralmente não acontece - e minha mãe e irmã chegaram à Sampa e eu fui recebê-las. Se a gente tivesse continuado, tenho certeza que íamos parar em algum lugar muito mais estranho fazendo algo muito mais divertido do que imaginávamos. Mas deu pra sentir um pouco do que nós éramos naqueles dias em Berlim: uma conspiração universal provavelmente comandada pela Cindy Lauper cantando "they just wanna, they just wanna-a-a-a!"...